domingo, novembro 14, 2004

O facto é que algures pelo meio, houve paz.

Uma paz em conformidade. Quase contínua em larga escala. Uma cabeça com cabeça.

Parece-me que o caminho pendente da guerra é irremediávelmente sinónimo de derrota. É derrotista também, daí esta frase. Mas constatá-lo é sinónimo de derrota.

Brinque-se pois aos crescidos da argila estética, numa tela de simples sobre uniformismo, vestido o uniforme da arte-arbusto. Selvática, essa tal de natureza. Vamos estar encaixados mas com um olhar arrogante para com as plantas.

Pois as tintas são a palavra-labareda na chama da pseudo-simbiose sorridente, e a tela a falsa consciência, mas verdadeira, pois natural. Elos portanto que só existem supostos, mas que unem até na desunião, isto claro, a um grau de focagem suficientemente desfocado. E desde que se saiba supor.

Os elevadores no prédio sobem e descem, mas sempre na vertical. É essa a guerra deles. Mentiram-lhes os cabos e as roldanas. Mas para eles, verdade ou mentira, a mentira não importa. Há uma guerra para travar.

O pior disto tudo, é o fervilhar das partículas. Atestadas de guerra. Pequenos explosivos que obedecem a sopros sem guerra.

A paz ali fora, à margem da fuga eterna. À espera de si mesma. Mas a paciência é um desconsolo disfarçado, não há botão de pausa.. a guerra, os explosivos, os desvios, os não-desvios, principalmente estes..

Hoje, nos últimos hojes, nos próximos hojes, espera-se em sinusóide de paciência sem paz.